Bancos que Cobram Taxa por Falta de Uso no Brasil: Descubra se o Seu Está Nessa Lista!
Por Vagas Capital — Uma investigação que revela quais bancos ainda cobram tarifas de inatividade e como proteger seu dinheiro de cobranças escondidas.
O que é a taxa por falta de uso bancária?
Nem todos sabem, mas deixar uma conta bancária parada pode custar caro. A chamada taxa por inatividade ou “taxa por falta de uso” é cobrada por alguns bancos quando a conta fica sem movimentação por meses. Embora pareça algo pequeno, essa tarifa pode corroer lentamente o saldo do cliente sem que ele perceba.
Essa prática, apesar de questionável, ainda é comum em instituições tradicionais, e entender como ela funciona é o primeiro passo para se proteger.
Quais bancos ainda cobram essa taxa?
A equipe do Vagas Capital investigou as principais instituições financeiras do país e descobriu diferenças importantes entre os bancos tradicionais e digitais.
Bancos tradicionais
Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander e Caixa Econômica Federal ainda mantêm políticas de cobrança em contas sem movimentação. No Banco do Brasil, por exemplo, após seis meses de inatividade, certas contas podem começar a gerar cobranças. Já no Itaú e no Bradesco, o prazo costuma ser de até um ano. A Caixa, em contas ligadas a programas sociais, é mais flexível, mas as contas comuns também podem ser tarifadas.
Em todos os casos, o valor e o prazo variam conforme o tipo de conta e o perfil do cliente. Por isso, é essencial revisar os termos e condições do seu contrato bancário.
Bancos digitais
Por outro lado, bancos como Nubank, Banco Inter e C6 Bank se destacam por não cobrarem taxa por falta de uso. Essa é uma das principais vantagens de optar por contas digitais, especialmente para quem movimenta pouco dinheiro. Outros, como o Banco Original e o Neon, mantêm políticas flexíveis, mas vale sempre verificar se há exceções ou alterações contratuais.
Bancos regionais
Bancos estaduais, como o Banrisul ou o Banco do Nordeste, apresentam políticas diferentes. O Banrisul, por exemplo, pode cobrar a taxa dependendo do tipo de conta. Já o Banco do Nordeste, por atender programas de desenvolvimento regional, costuma ter condições mais vantajosas.
A taxa é legal? O que diz a lei
Não existe uma lei específica que proíba a taxa de inatividade no Brasil, mas o Código de Defesa do Consumidor (CDC) protege o cliente contra cobranças abusivas. Se o banco não informar claramente sobre a taxa, ela pode ser considerada ilegal.
Além disso, a Resolução 3.919/2010 do Banco Central exige que todas as tarifas sejam divulgadas com transparência. Se a cobrança não estiver prevista no contrato ou na tabela de tarifas, o consumidor pode contestá-la e pedir reembolso.
Como evitar e cancelar a taxa por falta de uso
- Mantenha movimentações periódicas: faça ao menos uma transferência ou pagamento a cada poucos meses.
- Use o aplicativo do banco: até login e consulta de saldo podem ajudar a manter a conta ativa.
- Negocie com o banco: se for cobrado, entre em contato e solicite o estorno, especialmente se for cliente antigo.
- Reclame ao Procon ou Banco Central: se a taxa for abusiva, formalize uma queixa para investigação.
- Considere migrar para um banco digital: opções como Nubank e Inter oferecem zero tarifa de inatividade.
Documente todas as interações com o banco — e-mails, protocolos, valores cobrados. Caso precise recorrer à justiça, essas provas serão essenciais.
Conclusão: proteja o seu dinheiro
As taxas por falta de uso ainda são uma armadilha silenciosa no sistema bancário brasileiro. Muitos clientes perdem dinheiro sem perceber, apenas por deixarem uma conta parada. Ao se informar, revisar contratos e monitorar suas movimentações, você pode evitar surpresas desagradáveis e garantir que cada centavo do seu saldo permaneça seguro.
Fique atento, verifique seus extratos e, se for o caso, mude de banco. Em tempos de digitalização, o poder está nas suas mãos — e o seu dinheiro deve trabalhar para você, não contra você.
